Solução de Problemas com Design Thinking

Claudio D´Ipolitto, D.Sc.*

Design Thinking é uma metodologia de inovação voltada para a identificação e solução colaborativa de problemas com foco no usuário. É empregada por empresas de design como a IDEO para criar produtos e processos inovadores, por startups para explorar novos modelos de negócio ou por empresas estabelecidas para motivar seus profissionais a serem criativos ao resolver problemas operacionais e gerenciais. 

Oficina de Design Thinking para a Solução Cooperativa de Problemas

O Design Thinking é um processo para gerar INOVAÇÃO que articula diferentes PESSOAS, em um ESPAÇO criativo, com uma ABORDAGEM exploratória e iterativa. O método – popularizado pela IDEO e pela d.School da Universidade de Stanford – viabiliza a aplicação de técnicas de design por não-designers envolvidos em projetos criativos.

A implantação de uma cultura de Design Thinking, também chamado de Design Centrado no Humano, é normalmente feita através de oficinas de aprendizagem experiencial que visam discutir e praticar a solução cooperativa de problemas, com foco nas pessoas.

A premissa é que inovação e criatividade não dependem de um golpe de sorte ou do gênio solitário, mas sim de mentalidades e práticas adequadas.

Numa oficina típica de Design Thinking, um grupo de profissionais é assessorado por um ou dois facilitadores, em um ciclo que visa: (1) compreender as pessoas, suas necessidades, desejos e oportunidades, (2) explorar possíveis formas de atendê-los, (3) testar soluções alternativas, (4) aprender com a experiência e (5) repetir o processo para convergir a uma solução considerada adequada.

Onde Design Thinking Faz a Diferença

Design Thinking é particularmente indicado: quando temos um problema centrado nos seres humanos, quando não entendemos claramente o problema, quando existe um alto grau de incerteza, quando não temos os dados necessários, quando o grau de subjetividade e ambiguidade é alto.

Design Thinking é menos necessário, por exemplo, quando o problema é conhecido ou a solução é baseada em modelos já dominados.

O Duplo Diamante

O modelo mental do Design Thinking combina dois processos de divergência-convergência, representados pelo diagrama do Duplo Diamante (Figura 1).

Diamante_Duplo.png

Figura 1. O processo do Diamante Duplo de pensamento divergente e convergente

O primeiro diamante foca na descoberta do foco do projeto. Começa com uma fase de pensamento divergente, na qual são geradas múltiplas hipóteses sobre o problema a resolver ou a oportunidade a aproveitar. Em seguida, passa a uma fase de pensamento convergente, cujo objetivo é escolher ou combinar possíveis problemas e oportunidades que constituirão o foco do projeto.

O segundo diamante foca na criação de uma solução para o problema e/ou uma inovação para aproveitar a oportunidade identificada. Também começa com uma fase de pensamento divergente, no qual são geradas múltiplas alternativas de solução ou inovação. Em seguida, passa a uma fase de pensamento convergente, cujo objetivo é escolher ou combinar possíveis soluções e inovações que constituirão o resultado do projeto, que pode ser um novo produto, serviço ou processo.

O Processo de Design Thinking

Diferentes autores adotam pequenas variações na forma como o Duplo Diamante se divide em vários passos.

Aqui abordamos o modelo da d.School de Stanford que desdobra o Duplo Diamante em 5 passos: (1) desenvolver empatia com o cliente ou usuário; (2) definir o foco do projeto (problema ou oportunidade); (3) gerar ideias de soluções e inovações; (4) criar protótipos que permitam validar as hipóteses e decisões do projeto e (5) testar os protótipos para aprender mais sobre como os usuários experienciaram o produto ou serviço e o que esperam dele (Figura 2).

Processo_DT_Stanford

Figura 2. Os 5 passos do processo de Design Thinking da d.School de Berkeley

O Espiral de Criação do Conhecimento

É importante destacar que os passos do processo de Design Thinking podem ser combinados e repetidos em qualquer ordem, formando um espiral de criação do conhecimento do usuário e do projeto (Figura 3).

Espiral_do_DT.png

Figura 3. Os passos podem ser encadeados em diferentes ordens a cada projeto específico.

O encadeamento dos 5 passos do Design Thinking depende daquilo que se necessita descobrir, construir ou testar a cada momento, tendo como foco os clientes/usuários priorizados e envolvidos no processo.

 

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